Movie Music

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terça-feira, 15 de abril de 2014

Origem

Christopher Nolan é sem duvidas um dos melhores cineastas do nosso tempo. Neste filme, com uma construção narrativa fortissima, temos sem duvida um thriller que nos balança e desorienta.

A densidade deste filme, deveria ser a medida que deviamos utilizar para medir os filmes seus contemporaneos.

Este é daqueles filmes para se ver com extrema atenção, devido á sua complexidade, que nos faz entrar de cabeça e não querer sair.

O filme traz-nos para dentro da realidade dos sonhos e as suas dimensões.

Se alguem tiver duvidas porque deve gostar de cinema, este filme tira essas duvidas.


terça-feira, 1 de abril de 2014

Suspeitos do Costume

Este é um filme com um conceito simples mas com camadas de engano, reviravoltas e violência até nos tirar por completo o tapete.

Um filme imaginativo, com grande nervo e vigor. Temos que dar crédito ao director Bryan Singer por não fazer o obvio e aproveitar o potencial de violencia do filme.

Uma obra prima moderna do filme negro, tem como ancora a actuação do sempre genial Kevin Spacey.

 Um filme que é um quebra cabeças que nos deixa na duvida o tempo todo.

Frase do filme é sem duvida "The greatest trick the Devil ever pulled was convincing the world he didn't exist.".

Ver e Rever é a minha recomendação.



sexta-feira, 28 de março de 2014

O bom rebelde

Muitas coisas se podem dizer sobre este filme fantástico. Ele foi escrito a meias por Matt Damon e Ben Aflleck. E escrito de uma forma forte e solida.

Matt é Will Hunting um jovem brilhante que não usa os seus talentos. Robyn Williams é o terapeuta que o vai ajudar a ultrapssar as suas inibições.

É daqueles filmes dos quais não saimos sem ser tocados. Temas universais como a amizade, amor, dor, o passado que não nos permite avançar e a aceitação do nosso papel na sociedade.

Este filme é tão bom como as nossas expectativas sobre ele.





segunda-feira, 24 de março de 2014

Clube de Combate

Este é um filme perigoso. Sim, eu disse perigoso. Perigoso para pessoas que não querem pensar, para pessoas que não querem sair da superficialidade e pensar sobre o que o filme nos dá.

A mensagem do filme, se lida de forma superficial, é que a unica hipotese de salvação da nossa sociedade passa pela violência e pelo terror. Quando na verdade, se formos a fundo no filme, a violência vem da insanidade de apenas um homem.

Os filmes de David Fincher são tão complexos, que no fim nos deixam com a mente repleta de pensamentos e reflexões.

Neste filme Fincher traça um retrato cruel da nossa sociedade corrupta de valores e plena de futilidade.

Edward Norton e Brad Piit tem um desempenho absolutamente notável neste filme.

Quando Hollywood nos apresenta um filme como este só podemos agradecer e ficar surpreendidos.







sábado, 22 de março de 2014

Tudo Bons Rapazes

Este é uma das obras primas de Martin Scorcese. Nes te filme ele faz algo simples e inesperado, tira a culpa do crime organizado. Parece e soa verdadeiro. As actuações de todo o elenco são simplesmente fantásticas.

Um filme brutal, hipnótico e viciante. Saimos dele com uma visão sobre o nosso lado negro, felizes por nunca o termos visto na realidade.

Um filme baseado na vida de Henry Lee, é aquele que devia ter dado o Oscar a Scorcese.

Como em todos os filmes de Scorcese, a musica é essencial para envolver a historia e sentimentos do filme.

De muitas maneiras esta é uma canção de amor á vida na máfia. E como qualquer poderosa canção de amor, ela fica connosco muito depois de vermos o filme.

Boxer

Start a War foi a musica que me iniciou nesta verdadeira obssesão pela banda The National. As canções aqui revelam-se lentamente a nós. Crescem com cada audição até ao momento que nos agarram.

Desde os primeiros acordes de piano de Fake Empire, os The National criam um album com sensações de final de noite, ruas vazias, ligeiramente ameaçador e belo.

É fácil ler muita coisa nas canções dos The National e nas letras de Matt Berninger. Este é um daqueles raros albuns que nos dá tanto quanto o que investimos nele.

Pedaços de letras como "Underline everything/ I'm a professional/ In my beloved white shirt", "I want to hurry home to you/ Put on a slow dumb show for you/ Crack you up", "You know I dreamed about you for 29 years before I saw you."ou "Walk away now and you're gonna start a war," são absolutamente geniais.

Matt Berninger canta acompanhando o ritmo simples e desconfortávelmente insistente da banda.

As suas letras soam pessoais e espelhando os seus medos que se tornam os nossos. Estas mesmas letras que parecem dizer mais do que realmente dizem.

 Um album quente, humano e musicalmente complexo com imagens que ficam connosco.Com um magnetismo que nos faz voltar uma e outra vez.

É para mim evidente que esta era banda que esperei toda a minha vida..




quarta-feira, 19 de março de 2014

Amigos improváveis

Vi este filme recomendado (em boa hora) por uma grande amiga. Estou a tentar arranjar palavras para definir este filme, mas não é fácil.

Sy é um ladrão falhado, o tipico esterotipo do emigrante sem emprego. Cluzete é um romântico e melancólico, com a mente presa num corpo sem uso. A maneira como se conhecem é demasiado engraçada, para ser contada aqui, sem estragar a surpresa de quem não viu o filme. Uma relação estranha desenvolve-se entre os dois, enquanto conseguem tirar o melhor um do outro.

A simplicidade do filme é desarmante. O guião é uma obra prima da comédia. E apesar do belissimo desempenho do resto dos actores, o duo central é absolutamente mágico.

Esta é uma das mais bonitas e honestas amizades jamais filmadas. Faz-nos chorar, faz-nos rir... uma celebração de todos os aspectos da vida, que fará com que demos por bem empregue o tempo passado com o filme.

Um filme que é uma lição de vida, para ver e rever. Um filme que não se esquece.


segunda-feira, 17 de março de 2014

Irmão, Onde Estás?

Os irmãos Cohen tem aqui uma das suas obras primas. Baseado livremente na odisseia de Homero, o filme conta a história de três fugitivos da prisão. A banda sonora está excelentemente envolvida no desenvolver do filme.

Cada personagem está magnificamente construida pelo belo naipe de actores. O filme tem tudo em si, fugas da prisão, politicos corruptos, baptismos no rio, KKK, etc.

Os filmes dos irmãos Cohen tem sempre marcas comuns, a originalidade, o guião sempre louco e personagens estranhas.

Os irmãos Cohen são para mim como aqueles conhecidos de uma festa. Quando nos encontramos outra vez lembramo-nos de quão divertido foi da ultima vez.

Algumas histórias são universais. Esta é uma delas.


domingo, 16 de março de 2014

Nevermind

Hoje proponho-me falar de um album para mim absolutamente mitico. Nervermind dos Nirvana é daqueles albums que desde o principio me conquistou. Ainda hoje soa a novo e mais relevante do que 90% dos albuns que ouço.

Um disco que ninguem esperava que tivesse tanto sucesso (mais de 30 milhoes de disco vendidos) mas que é cheio de hinos rock.

É muito dificil dizer algo de novo sobre algo que já foi falado milhares de vezes. Por isso digo apenas que é um disco inolvidavel.

Olhando para o significado de nirvana no budismo que é paraiso, é ai que o album nos leva.

Três musicos fantásticos, um album mitico, eis Nevermind.

"One baby to another says
I'm lucky I've met you
I don't care what you think unless
It is about me"

sábado, 15 de março de 2014

O fabuloso destino de Amelie Poulain

Este é um filme diferente. Diferente no seu optimismo. Foi um dos filmes franceses mais vistos de sempre nos Estados Unidos, tendo ganho vários prémios internacionais, bem como várias nomeações para os Oscares.
Amelié (interpretada brilhantemente por Audrey Tatou) é uma jovem parisiense que vive no seu mundo muito próprio e fantasioso.
O filme é dirigido forma notável por Jean Pierre Jeunet. A existência de um narrador em off  que é omnisciente, sobre tudo o que se passa, é um dos aspectos marcantes do filme.
Um misto de comédia e drama, O fabuloso destino de Amelie Poulain é encantador de principio a fim.

É um verdadeiro clássico moderno com a sua originalidade e sentido de ritmo.




sexta-feira, 14 de março de 2014

Beleza Americana

O filme inteiro é um longo poema. É daqueles filmes especiais que te fazem pensar e reflectir sobre a vida. É tambem o tipo de filmes é que é impossivel de adivinhar o que se segue.

A mensagem primordial do filme é que não devemos nunca reprimir os nossos sentimentos, e aproveitar a vida, pois mais tarde ou mais cedo todos iremos morrer.

A critica ao mundo superficial e vazio da maior parte das pessoas é implicita durante o filme. Toda a gente procura uma vida fácil e sem conflitos, o que a meu ver (e no do director do filme!) não faz sentido.

Todos nós conhecemos pessoas que são como as personagens do filme. Todos nós já encontrámos esse tipo de pessoa (e detestá-mos conhece-las).

A voz of durante o filme vai-nos dando informação sobre o que acontece. Este é sem duvida um dos melhores guiões já escritos para cinema. A grande actuação de Kevin Spacey (mais uma!!!!) marca todo o enredo.

 O filme parece fácil de entender mas está cheio de nuances. Nele percebemos, se o virmos com atenção, os nosso medos, as nossas inseguranças e até as nossas hipocrisias.


Como diria Chaplin: “Só a beleza e a sinceridade podem alcançar a felicidade”.


quinta-feira, 13 de março de 2014

America Proibida

Antes de mais temos que destacar a excelente interpretação de Edward Norton neste filme. Consegue ser duro, frio e violento mas tambem sensivel e vulneravel com uma assombrosa naturalidade.
Mas o filme tem mais, muito mais. Tem uma história muito bem contada. Vemos como a personagem de Norton se torna nazi, de onde nascem os seus ódios através de flashbacks muito bem conseguidos.
Depois vemos o porquê de se dar conta de estar errado e a maneira como tenta que o irmão não siga os seus passos.
A fotografia do filme é tambem excelente (a preto e branco no passado e a cores no presente).
É um filme com um final brutal e marcante. Deixa-nos a pensar o porquê do ódio entre as raças e tambem a importância da educação dos pais aos filhos.

Uma maravilhosa dura e completa história de regeneração.

Este é um daqueles filmes que gostavas de esquecer todas as cenas, para o poder ver de novo com todo o seu impacto, como pela primeira vez.


quarta-feira, 12 de março de 2014

Mulheres a beira de um ataque de nervos

Um filme é um legado para a história, palavras que jamais poderemos apagar. O passar dos anos pode ser uma benção para um filme ou a sua perdição. No caso deste clássico de Pedro Almodovar, o tempo não fez mais do que confirmar o seu estatuto de clássico do cinema moderno.

Este é o primeiro dos filmes de Almodovar com vários prémios internacionais e a sua elevação a estrela do cinema.

Este filme marca tambem as caracteristicas comum ao cinema do espanhol. Um cinema com traços de humor negro pontuado com um claro exagero das personagens. Tal como um escultor polindo a sua obra, aqui podemos ver um realizador a refinar o seu estilo e a encontrar a sua voz.

Uma história rica com as personagens femininas como sempre ao comando do filme. Carmen Maura num dos papeis da sua carreira. A história de três mulheres em luta pelo amor do mesmo homem. O enredo vai-se complicando a medida que a história se desenrola com um final que como sempre é surpreendente.

Personagens desenhados na perfeição com uma excelente banda sonora a acompanhar.

Um filme que, para mim, se converteu numa peça obrigatória quando se fala de cinema.


terça-feira, 11 de março de 2014

Ok Computer

Hoje vou falar de um dos albuns da minha de uma das minhas bandas favoritas. Ok Computer dos Radiohead é daqueles albuns completamente inclassificáveis. É de Génio.

É dos primeiros albuns que ousa falar sobre a alienação urbana e o efeito da tecnologia na mente humana.
Um dos pontos fortes do album são as letras de Thom Yorke que adquirem aqui um tom quase "Orwelliano".
É um album que, contrasta bastante com os seus contemporeanos, muito por causa da sua originalidade a todos os niveis.
Em retrospectiva este é daqueles albuns que parece merecer unanimidade quer da critica quer do publico.
Um dos raros casos em que isso acontece.
Aqui os Radiohead fazem canções poderosas que incluem doses maçiças de guitarra psicadelica e electrónica.
Ok Computer não de audição fácil mas quem se aventura nele é bem recompensado.



fitter, healthier and more productive
a pig
in a cage
on antibiotics

 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Confissões de uma mente perigosa

Com este filme George Clooney estreia-se como realizador. E que estreia a fazer pensar ,que vai ter tanto sucesso como realizador como tem com actor. O filme tem um guião excelente que é conduzido pelo talentoso Sam Rockwel.
O filme mostra-nos o percurso do anonimato ao estrelato da personagem. Para depois começar a paranoia que o leva á fuga e eventualmente ao casamento.
A narração em off que nos segue durante o filme é primorosa. A fotografia do filme é escura, carregada e combina na perfeição com o filme.
A história que conta é tão velha como o mundo. A sequência de paixões, perigos e traições faz o filme bastante realista.
 É efectivamente uma estreia de luxo para um actor que quis ser sempre mais que uma cara bonita no cinema.

`Eu tive uma idéia para um novo game show, recentemente. Ele se chama O Jogo dos Velhos. Você coloca três idosos no palco, cada um segurando uma arma carregada. Eles avaliam suas vidas, quem foram, o que fizeram e o quão perto estiveram de realizar seus sonhos. O vencedor é aquele que não estourar os próprios miolos. Ele ganha uma geladeira`. 


domingo, 9 de março de 2014

O Carteiro de Pablo Neruda

Este filme faz um excelente trabalho a trazer a luz a influência da poesia de Neruda. E como ela influencia a vida de um carteiro.
É um filme inspirado e inspirador com muita poesia e sensualidade.A musica tão bem entranhada no filme é um dos seus pontos altos.
Esta é uma história clássica de amizade, poesia e amor. O filme situa-se numa ilha pouco povoada que era a casa de exilio de Neruda.
O filme é totalmente dominado pela actuação de Massimo Troisi que faz aqui um retrato simplesmente fantástico de uma pessoa simples apaixonada pela poesia de Neruda.
Este filme é uma excelente introdução á poesia de Neruda. E é tambem um filme bonito, caloroso e divertido na sua simplicidade.

Como o Amor certos grandes filmes parecem surpreendentemente humanos.

 

sábado, 8 de março de 2014

Memento

Este filme de Christopher Nolan é verdadeiramente um momento raro e excepcional na história do cinema.
O personagem principal do filme sofre de amnésia e usa notas e tatuagens para se poder lembrar quem é o assassino da sua mulher.
O filmes está tão bem realizado e editado visto que começa do fim para o principio. É preciso estar no espirito certo para o ver.
É um premissa bastante original para nos interssar pelo filme, mas a excelente realização e extraordinária actuação dos actores torna ainda mais interessante.
Para aqueles que vêem os filmes de olhos abertos, interessados e constatemente a pensar é um optima escolha.


quinta-feira, 6 de março de 2014

Ten

Em conjunto com Nevermind este album veio abanar os fundamentos do Rock. Este disco é começado a gravar mesmo antes da banda chegar ao nome Pearl Jam.Foi dito na altura que os Pearl Jam navegaram a onda do grunge, mas a sua carreira posterior viria a demonstrar que não.
É dificil que, no mesmo album, se encontrem tantos temas que marcaram uma geração. As asfixiantes, depressivas e por vezes até desagradaveis letras e os cuidadosos arranjos instrumentais fazem deste disco um verdadeiro e honesto disco Rock.
O inicio do disco quase não nos deixa respirar com "Once", "Even Flow", "Alive", "Why Go", a mitica "Black" e "Jeremy" de seguida.
Este album é o tiro de partida para umas das carreiras mais brilhantes no mundo do Rock. O seu som viria a influenciar muitas bandas que se seguiram.
A delicadeza e beleza de "Black" torna-a, para mim, no principal hino do album.
Temos portanto aqui um clássico instantâneo da musica Rock. Um disco que nos transmite sensações e sentimentos inolvidáveis.
 Neste album é onde todos os gritos de revolta se encontram para serem gritados todos de uma vez.

"Black" é outra das musicas da banda sonora do meu funeral.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Sete Pecados Mortais

No inicio deste filme parece que se juntam os clichés de qualquer filme policial. Um policia experiente e um policia novo cheio de ambição. Mas o inicio engana muito. Se há algo que não existe neste filme são clichés.

David Fincher mostra toda uma nova maneira de fazer cinema. Toda a fotografia do filme é sombria, todos os cenários são sombrios, todas cenas são sombrias. Dezanove anos depois o filme permanece tão actual como na altura em que saiu.

A relação entre os personagens, o policia no fim de carreira no seu pessimismo, o seu colega novo e cheio de ambição com todo o optimismo e entusiasmo, marca a tónica do filme. Brad Pitt no primeiro dos seus grandes papeis no cinema e Morgan Freeman com mais um dos seus incontaveis papeis de homem experiente. A grande interpretação de Kevin Spacey marca todo o filme. O seu vilão é um dos mais interessantes da historia do cinema.

O dialogo entre Freeman e Piit sobre o aborto da mulher de Freeman é épico. Toda a mensagem do filme fala da desilusão com o mundo actual. Visão que as personagens de Freeman e Spacey partilham.

A linha mais notável de dialogo em todo o filme pertence a Spacey. "Nós vemos um pecado mortal em cada esquina, em cada lar e temos tolerância com isso. Toleramos porque é comum, é trivial".

Os pecados mortais vão sendo elencados ao longo do filme. Contudo a cena final é absolutamente genial.
Todo o filme aliás apenas evoca a violência. Não se vê uma cena de violência no ecrâ, contudo a mera sugestão da mesma é violentissima como nunca no cinema.

Poucos filmes de acção conseguem o nivel de violência psicológica que emana deste filme. A moral do filme passa por mostrar que este mundo é pior do que a maioria das pessoas pensam.

Algum realizador, depois deste filme, que queira fazer um thriller psicológico, deve começar o seu trabalho estudando este filme.

David Fincher é um valor seguro, e a evidência que se pode fazer cinema não abdicando do star system de Hollywood.


terça-feira, 4 de março de 2014

Y tu mamá también

Na sequência do oscar de melhor realizador ganho por Alfonso Cuarron, venho falar de um filme dele.Y Tu mamá también é o filme mais pessoal e mais dificil de classificar de toda a sua carreira. Um inesquecivel e imprevisivel "road movie".Este filme pôs o director mexicano no meu radar.

Com grande interpretações, de Diego Luna, Maribel Verdu e do hiper talento Gael Garcia Bermal, tornam este filme tão real como a vida. O protagonista maior deste filme é a paisagem lindissima do Mexico.

Três almas perdidas, encontram-se consigo próprias e com os outros durante esta viagem. Tudo parece um fingimento de amizade e alegria para terminar num festival de amizade e alegria.

As personagens dos dois rapazes, melhores amigos, são tão naturais como carismáticos e energéticos. A encantadora Maribel Verdu enche o ecrã com a sua presença.

Estes três almas perdidas começam com uma amizade mal disfarçada de desejo sexual. Mas com o decorrer do filme encontram em si qualidade que não imaginavam,

Tem que se ter muito amor ao cinema para se fazer um filme tão simples e tão bonito como este.

Este filme é um poema em forma de pelicula. Um poema da busca da liberdade. Um poema triste, mas de verdade e diversão. Um poema que nos mostra, que se olharmos bem para dentro de nós, podemos melhorar, crescer e viver plenamente.

“¡Mírame a los ojos, puerco! ¿Te la mamó?”
- Tenoch (Diego Luna) a Julio (Gael García Bernal)



segunda-feira, 3 de março de 2014

The Kindness of Strangers

Este é o nono album da longa discografia de Nick Cave. É um album sobre crimes passionais. Iniciei-me neste album com um dueto improvavel com Kylie Minogue na canção Where The Wild Rose Grow.

Podemos dizer que este é o album que Nick Cave sempre quis fazer. Dois temas centrais na sua musica sempre foram a morte e a violência. Para mim, que tenho a teoria que só se pode escrever sobre dois temas, a morte e o amor, Nick Cave é daqueles artistas intocáveis.

O album é divido entre originais e temas tradicionais.

Alternando entre o blues, o country e o jazz, todo o disco é uma perola que cresce entre cada audição.

Este disco é uma das gravações mais ambiciosas de Nick Cave. Foi para mim uma descoberta, que se viria a tornar uma epfiania.

Nick Cave é sem duvida um dos meus artistas a solo favoritos, ao lado de Tom Waits e Rufus Wainwright.


domingo, 2 de março de 2014

Underground

Eu sou uma pessoa de paixões. Houve muitos filmes que me apaixonaram. Underground de Emir Kusturica foi um deles. Este filme é uma daquelas experiências cinematográficas das quais não é possivel sair igual.

Dois amigos constroem um complexo subterrâneo com armas para salvar a sua cidade durante a 2ª guerra Mundial. Esta é a premissa do filme que nos leva a Joguslavia da era Tito.

O que me leva a gostar dos filmes de Kusturica é o ambiente mágico, e ao mesmo tempo realista, que ele cria.

A musica é excepcional e acompanha bem todas as cenas do filme.Temos aqui um filme que nos enche o coração ao mesmo tempo que nos diverte.Explora com mestria a alegria da familia, do amor e tambem de eventos trágicos.

Uma obra prima cinematográfica.

sábado, 1 de março de 2014

Todo sobre mi madre

Hoje vou falar de outro dos meus favoritos, Pedro Almodovar. Tenho um pressentimento que será um dos mais assiduos aqui no blogue. Toda a sua cinematografia é excelente. Pedro é um dos favoritos de Hollywood mas nunca comprometeu a sua integridade artistica.

Todos os seus filmes são sempre retratos da humanidade. Do nosso lado preverso e escuro. Das nossas peculiaridades e estranhezas. Das nossas fraquezas.

Tudo sobre mi madre é, simplesmente, um dos melhores dramas que eu já vi. A excelente realização. O excelente trabalho do elenco. A sua trama bastante inventiva e desconcertante.

Grande interpretações de Cecilia Roth, Marisa Paredes e Penelope Cruz. Um das caracteristicas mais agradaveis do Cinema de Almodovar é o destaque dado as personagens femininas. Tambem o humor negro tornam os seus filmes uma experiência agradável.

Este filme fala da busca de um jovem pela verdadeira identidade do seu pai e dos esforços de sua mãe para a esconder.

A mistura de intenso drama e comédia é perfeita.

Este filme é puro génio e clássico Almodovar.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dirt

Hoje venho falar de um dos meus albuns de estimação. Dirt dos Alice in Chains já me confortou vezes sem conta quando estava triste. Eu julgo que, ao contrário da maioria da pessoas, quando se está triste se deve ouvir musica triste. Este album sempre me deixou animado com as suas letras depressivas e violentas. Com as suas guitarras melódicas e fortes. Com as vocalizações cheias de inspiração do falecido Layne Staley.

Dirt foi o mais perto que os Alice in Chains estiveram de uma obra prima. Curiosamente descobri-os ao ver um filme bastante fraco Last Action Hero. A musica de abertura What the Hell have I deixou-me desconcertado e sai do filme para ir a procura da banda sonora. Banda Sonora essa que me haveria de dar a conhecer o album de que falo hoje.

O album é um retrato bastante fiel da adição á heroina de Layne. O album é centrado nessa temática morbida, resignada e desesperada. A guitarra de Jerry Cantrell faz-nos sonhar durante a audição enquanto as letras de Layne nos trazem a terra.

Dirt é bastante negro semelhante ao tema da capa do album. O grande trunfo desta peça é a sua honestidade misturada com as revelações que as letras nos trazem.

Grande conjunto de canções que para sempre perduram na memória de quem apreciou este album.

Down in a Hole fará certamente parte da banda sonora do meu funeral.

Nós controlamos a noite

Comecei as minhas crónicas com alguns dos meus realizadores preferidos Scorcese, Amenabar, Wong Kar Wai Escrevo agora sobre outro, James Gray que teve um começo de carreira impressionante. O seus três primeiros filmes, Viver e Morrer em Little Odessa, Nas teias da corrupção e o filme de que vou falar Nós Controlamos a Noite, são lições sobre o mundo escuro e subterrâneo.

Este filme é um sangrento, apaixonado melodrama sobre a relação entre dois irmãos que tem estilos de vida contrastantes. Joseph (Mark Whalberg) é um policia ambicioso que sobe rapidamente no departamento de policia. Bobby (Joaquin Phoenix) não quer o nome da familia e dirige uma famosa discoteca nocturna em Brooklyn. Os dois irmãos, quais Cain e Abel, são duas faces da mesma moeda.

Todo o filme gira á volta de Bobby, no seu caminho para a redenção aos olhos do pai (Robert Duvall)

A parte que mais me intriga anda á volta da perspectiva do realizador sobre familias imperfeitas.

A cena maior do filme ,é a brilhantemente filmada, perseguição automovel á chuva perto do final.

James Gray demonstra aqui a sua brilhante direcção de actores.

O futuro dirá, se James Gray poderá ir tão longe como o seu começo sugere.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Reflexão

Uma leitora deixou um comentário a dizer que uma das funções do cinema era:
Trazer novos mundos e fazer pensar.
E é isso, nada mais que isso.
Cinema é sonho e pensamento.
Há uma diferença clara entre filmes e cinema.
Aqui no blogue aspiramos a falar de cinema.

2046



Wong Kar Wai é um dos meus cineastas de eleição. 

Turbilhão de sensações: esta seria a ideia perfeita para descrever “2046”.

 Filme que se pode considerar a continuação de outra obra prima de Wong Kar Wai “In the Mood for Love”.
 O filme é um labirinto emocional de que ninguem sai imune. Como se pode explicar um filme, de um precioso sentido estético, que fica preso em si próprio.
O começo do filme situa-nos num comboio sem destino final, com um protagonista que tem um monologo acerca de um lugar ideal, a ilha 2046 onde se recupera a memória.
O filme passa em seguida para o ano de 1966, de volta a Hong Kong com Chow Mo-Wan ( o protagonista de In the Mood for Love) depois de voltar de Singapura com o coração partido.
Chow instala-se num hotel em Hong Kong, num quarto ao lado do numero 2046. Por esse quarto passam uma série de mulheres que caem inapelavelmente aos seus encantos. Criando em si uma capa dura devido ao sofrimento anterior, Chow tem o controlo de todas essas mulheres. E assim decorre o filme, durante duas horas dentro de um quarto de hotel, dando-nos a conhecer os pensamento de Chow e as desventuras das suas amantes.
Wong Kar Wai alimenta-se desta imagem de dureza, e ao mesmo tempo que dota o filme de uma fantástica consistência visual, deixa-nos com uma certa claustrofobia que nos faz desejar por ar no fim do filme.
É sem duvida um filme a ver e rever. Filme essencial na estante de qualquer cinéfilo que se preze.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Maxinquaye

Este foi o album que me fez despertar para uma musica diferente da que ouvia até então. Toda a minha musica era o Rock. Se não tinha a composição clássica (Guitarra, Baixo, Bateria) não me interessava.

O meu mundo mudou depois de pela primeira vez ouvir este album. O que eram esta musica e estas vozes que me cativavam? Que sons estranhos eram estes que me faziam sonhar? Foi toda uma epifania.

O album de estreia de Tricky é um conjunto de musicas visonárias e de grande imaginação. Um album que soava como nenhum outro antes. A musica soa assombrada, perturbadora e surpreendente. A voz feminina de Martina vem dar um lado doce ao caos existente.

É um album cheio de tesouros depois de entrarmos nele.Black Steel leva-nos para outra dimensão.

As letras são de tirar a respiração. Mesmo depois de inumeras audições, ainda dou por mim rendido como da primeira vez. É um autêntico poço sem fundo este album.

Neste conjunto de canções encontra-se aquela que se veio tornar uma das minhas all-time favourites.

Suffoccated Love parece escrita para mim. Tem em si tudo o que eu represento.

Tricky abriu-me para toda a variada gama musical que se tornou o meu eclético gosto.



10,000 ANOS DEPOIS ENTRE VENUS E MARTE

Falar do rock progressivo feito em Portugal e nao mencionar o album "10.000 anos depois entre Vénus e Marte" (Orfeu 1978) é mesmo falta de conhecimento (ou até mesmo falta de gosto,digo eu).
Depois do super grupo Quarteto 1111 Jose cid e Comp gravaram o album que foi eleito o melhor alguma vez feito em Portugal (na epoca em saiu vendeu menos que mil exemplares!!)e faz parte dos 100 melhores albuns de rock progressivo a nivel mundial.
Infelizmente para nós,portugueses,este genero de musica nunca teve muita procura,só passado uns bons anos é que o mesmo album se transformou no objecto de culto (em Vinyl chega-se a pagar centenas de euros),eu ja me dou por contente ter conseguido o CD (na Carbono Amadora 10eur(!)),a ediçao portuguesa infelizmente nao inclui a musica "Vida (Sons Do Quotidiano)" do EP anterior.
Com base em ficção cientifica, o conceito é que, 10.000 anos depois da auto destruição da humanidade, um homem e uma mulher viajam de regresso para a Terra para a repovoar novamente.
Para mim que "venero" rock progressivo ter este album na minha colecçao foi uma festa,musica cantada no nosso portugues,antes da (quase) obrigaçao para bandas cantarem em ingles (para ficar mais bonito),sao 7 "malhas" de rock espacial,adoro os teclados e a forma como o Cid canta como se uma mensagem (fim do mundo) se tratasse.

"A tua cidade é uma vala comum
Todos os caminhos vão a lugar nenhum
Se tiveres que fugir, foge
Se tiveres que morrer, morre"



Deste album mitico fazem parte os excelentes musicos:

José Cid: Piano e Voz

Ramon Galarza: Bateria

Zé Nabo: Baixo

Mike Sergeant: Guitarra

Trainspotting



Aqueles que entraram no mundo escuro da droga, sabem que um dos poucos consolos depois de passar o frisson inicial, é a camaradagem com os outros junkies.
O consumo excessivo de droga leva a pessoa a isolar-se da vida diária das pessoas “normais”. Não interessa quão funcional seja a pessoa que usa droga, há sempre uma agenda secreta. O conhecimento que a droga de eleição é mais importante do que o mundo, sejam amigos, familia, empregos e até o sexo.
Este filme, inspirado num livro de Irvine Welsh, é sobre um conjunto de viciados em heroina de Edinburgo. A história é contada por Renton (Ewan Mcgregor) que paira sobre os mais degradantes sitios da cidade em busca da droga. Ele apresenta-nos os seus “amigos” cada um com a sua peculiaridade.
É estranha a popularidade deste filme dado o tema que trata. Será que o filme nos leva a algum lugar? Será que nos diz algo? Nem por isso. E essa é precisamente a ideia, mostrar-nos como o consumo de droga é circular. Nunca se vai a lado nenhum e continuamos a voltar ao ponto de partida. Mas fazem-se muito amigos durante a viagem.

É pena que eles morram.


The Unforgetable Fire



Este foi o primeiro album a “sério” que eu tive. Foi-me oferecido no meu  aniversário pelo meu pai que pediu a sugestão a vendedora da Valentim de Carvalho. Em boa hora a vendedora indicou esta obra-prima que me despertou para  a paixão pela musica que tenho.
Primeira colaboração na produção de Brian Eno e Daniel Lanois com os U2, com um trabalho mais minucioso em estudio. Estes produtores vieram dar cambiantes ao som da banda até então demasiado crua na sua produção.
Este é um disco atmosférico com um ambiente e umas texturas bastante diferentes dos discos anteriores da banda.
A primeira metade do disco é notável de ritmo e grandes vocalizações. A segunda parte é mais calma com uma grande canção Indian Summer Sky.
A cancão que sobressai deste disco é Pride (in the Name of Love), uma homenagem a Martin Luther King, com umas guitarradas fantasticas de The Edge e um refrão memorável, pleno de intensidade e força.
U2 que, viriam a lançar outros albuns tão memoraveis como este,  lançavam-se assim em direcção ao dominio mundial.