A adaptação de
Sean Penn, do livro de Jon Krakauer “Into The Wild”, é um dos momentos mais
bonitos da história do cinema.
Encontramos
Christopher (Emile Hirsch) como um sonhador idealista, em reacção contra os
seus orgulhosos pais (William Hurt e Marcia Gay Harden) e a sua rebelde irmã
(Jena Malone).
Tendo ele excelentes notas na universidade
e o seu futuro em Direito perfeitamente ao seu alcance
porque desapareceu ele das suas
vidas? Porque foi o seu carro encontrado
abandonado? Onde estava ele?
E porquê? porquê? porquê?
Esta é a reacção,
talvez natural, dos pais e da irmã.
Ele faz um
diário, referindo-se a si próprio na terceira pessoa como um heroi solitário,
renunciando a civilização e regressando ao estado selvagem.
O filme leva-nos
na viagem de descoberta interior de Christopher, enquanto se aventura pelas
profundezas do Alaska. Lá em comunhão com a Natureza vive um vida solitária que
o leva, eventualmente, ao desespero.
Toda
esta sequência do filme nos leva dentro da cabeça de Christopher, mostrando-nos
as suas alegrias e tristezas na bonita e inóspita paisagem circundante.
Este é um filme
sério, reflexivo e de perda sobre um jovem e as suas escolhas. Duas das frases
mais acertadas sobre a nossa civilização são:
-Precisamos de
ajuda dos amigos
-Dependemos da
simpatia de estranhos
Esta é uma das
reflexões que o filme faz sobre a nossa civilização sem tomar posição.
O que faz o filme
tão bom é a identificação que Sean Penn deve ter sentido com a história. Ele
próprio, um idealista, apesar de menos zangado agora, deve ter-se sentido
identificado com Christopher.
O filme é um
testemunho das palavras gravadas por Christopher na solidão em que terminou os
seus dias.

Filme magistralmente conduzido por Sean Penn, com Emile Hirsch a fazer de protagonista tão naturalmente que até dá gosto! Grande texto, grande banda sonora (eddie vedder e uma mão cheia de grandes canções) e grande filme...Daqueles que dá que pensar (uma das principais "funções" do cinema: transmitir novos mundos e ideias e fazer pensar!)
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