Movie Music

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A busca da paz interior



A adaptação de Sean Penn, do livro de Jon Krakauer “Into The Wild”, é um dos momentos mais bonitos da história do cinema.
Encontramos Christopher (Emile Hirsch) como um sonhador idealista, em reacção contra os seus orgulhosos pais (William Hurt e Marcia Gay Harden) e a sua rebelde irmã (Jena Malone).
Tendo ele excelentes notas na universidade e o seu futuro em Direito perfeitamente ao seu alcance

porque desapareceu ele das suas vidas?  Porque foi o seu carro encontrado abandonado? Onde estava ele?
E porquê? porquê? porquê? 

Esta é a reacção, talvez natural, dos pais e da irmã.
Ele faz um diário, referindo-se a si próprio na terceira pessoa como um heroi solitário, renunciando a civilização e regressando ao estado selvagem.
O filme leva-nos na viagem de descoberta interior de Christopher, enquanto se aventura pelas profundezas do Alaska. Lá em comunhão com a Natureza vive um vida solitária que o leva, eventualmente, ao desespero.
Toda esta sequência do filme nos leva dentro da cabeça de Christopher, mostrando-nos as suas alegrias e tristezas na bonita e inóspita paisagem circundante.
Este é um filme sério, reflexivo e de perda sobre um jovem e as suas escolhas. Duas das frases mais acertadas sobre a nossa civilização são:
-Precisamos de ajuda dos amigos
-Dependemos da simpatia de estranhos
Esta é uma das reflexões que o filme faz sobre a nossa civilização sem tomar posição.
O que faz o filme tão bom é a identificação que Sean Penn deve ter sentido com a história. Ele próprio, um idealista, apesar de menos zangado agora, deve ter-se sentido identificado com Christopher.
O filme é um testemunho das palavras gravadas por Christopher na solidão em que terminou os seus dias.

1 comentário:

  1. Filme magistralmente conduzido por Sean Penn, com Emile Hirsch a fazer de protagonista tão naturalmente que até dá gosto! Grande texto, grande banda sonora (eddie vedder e uma mão cheia de grandes canções) e grande filme...Daqueles que dá que pensar (uma das principais "funções" do cinema: transmitir novos mundos e ideias e fazer pensar!)

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